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Hérnia das crucíferas

hernía das crucíferas

O que é?

A hérnia das crucíferas é uma doença que ataca as raízes de couves – couve-flor, brócolis, repolho, couve-manteiga, couve-chinesa, rúcula. Esta doença causa galhas ou tumores nas raízes.

Raízes com galhas não absorvem água nem nutrientes do solo; com isso, as plantas murcham, param de crescer, produzem menos ou morrem ainda jovens. É causada pelo protozoário parasita de plantas: Plasmodiophora brassicae.

Este parasita tem duas fases em seu ciclo de vida:

1) como esporo de resistência no solo;

2) como parasita, nas galhas formadas nas raízes.

Os esporos podem ficar dormentes no solo por vários anos. Quando se faz o plantio de couves em áreas contaminadas, os esporos germinam, penetram nas raízes, induzem a formação de galhas, onde se alojam e começam a parasitar as plantas.

Cada galha contém milhões de esporos do parasita que ficam no solo após a morte da planta e apodrecimento das raízes. Os esporos são espalhados com o arraste ou transporte de solo contaminado pela água, pela poeira que se levanta quando se ara ou gradeia o solo seco, por torrões aderidos a botas, pneus, enxadas e discos de arado ou grade. Mudas e bandejas contaminadas também são formas muito eficientes de se introduzir e disseminar o parasita em novas áreas.

A hérnia das crucíferas somente ocorre quando plantamos em solos contaminados. Mas a doença será mais severa e causará maiores perdas se: a quantidade de esporos no solo for alta; o solo estiver ácido, com deficiência de cálcio, houver excesso de chuva ou irrigação e problemas de drenagem; e as temperaturas forem elevadas – acima de 20º C.

O que fazer para reduzir a doença?

O manejo da doença é complexo. Várias medidas preventivas devem ser adotadas para se evitar a introdução do parasita na área ou propriedade, como:

– Limpeza de calçados, máquinas, implementos e ferramentas agrícolas – pois podem transportar solo contaminado com os esporos do parasita;

– Uso de mudas sadias e de água de boa qualidade;

– Não colocar as bandejas de mudas diretamente no chão antes do transplantio;

Se a doença já ocorre na área, além das medidas preventivas citadas acima, algumas práticas de manejo devem ser adotadas para se conseguir reduzir a severidade da doença e as perdas que ela causa, como:

– Corrigir a acidez e neutralizar o alumínio tóxico do solo com aplicação de calcário;

– Fazer rotação de culturas com outras espécies e/ou pousio da área – obedecer um intervalo de pelo menos dois anos entre um ciclo e outro;

– Ao final de cada ciclo, arrancar e queimar/destruir raízes com galhas;

– Adubar corretamente, sem excessos de fertilizantes;

– Aplicar adubos orgânicos e estercos bem compostados;

– Usar mudas vigorosas e sadias;

– Evitar o cultivo em áreas contaminadas nos períodos quentes e chuvosos;

– Fazer o manejo correto do solo para evitar perdas por erosão de solo e arraste de esporos do parasita.

FONTE: Embrapa Agrobiologia.

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