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Mofo branco ou podridão de esclerotínia

Esclerotinia 8

O que é?

A podridão de esclerotinia é causada pelo fungo Sclerotinia scletoriorum, que é transmitido pelo solo, e que pode sobreviver por longos periodos em restos de plantas ou no solo, na forma de escleródios. A maior parte de seu ciclo de vida ocorre no solo e isso explica porque os sintomas começam nas folhas e partes da planta em contato ou próximas ao solo.

O fungo possui uma ampla gama de hospedeiros, incluindo muitas culturas, e pode sobreviver por vários anos no solo na ausência de culturas hospedeiras. Elevada umidade, comum em períodos chuvosos, e temperaturas amenas (abaixo de 20 ºC) são bastante favoráveis ao seu desenvolvimento.

Os sintomas iniciais da doença são como lesões encharcadas nas partes afetadas, pois o mesmo causa podridão da região atacada, normalmente em hastes e ramos, apresentando, como outros sintomas, amarelecimento, murcha e seca na parte externa das folhas, podendo inclusive levar à morte da planta.

Sob as áreas atacadas o fungo produz uma grande massa de micélio branco, de aspecto cotonoso, característica marcante da doença. Em estágios posteriores é possivel observar as estruturas reprodutivas acinzentadas ou pretas, em forma de verruga, chamadas escleródios. Os escleródios se formam dentro do caule e substituem os tecidos da planta. Isso pode resultar na morte e consequente tombamento das plantas.

CONTROLE

Medidas preventivas:

Após introduzido o fungo na área, a erradicação se torna mais difícil, por isso medidas de prevenção à entrada são muito importantes. Em áreas que possuem histórico de ocorrência, é grande a probabilidade que o mofo-branco ocorra novamente; pois o fungo tem capacidade de produção de estruturas de resistência, as quais podem sobreviver viáveis no solo por mais de 10 anos.

Citamos abaixo algumas medidas preventivas importantes:

  • Utilizar sementes saudáveis;
  • Não plantar em terras previamente infestadas;
  • Fazer campos bem arejados e com baixa densidade de plantas;
  • Monitoramento através de vistorias na área;
  • Fazer rotação de culturas por pelo menos 3 anos para baixar os níveis de infecção. Grãos como trigo, milho e milho doce não são hospedeiros, portanto boas alternativas para rotação.
  • Controle de plantas daninhas perto e ao redor: Algumas plantas daninhas também podem hospedar o fungo, como por exemplo o amendoim-bravo, o caruru, a corda-de-viola e o picão preto.

Controle químico:

Aplicações de fungicidas foliares são recomendadas em plantações com desenvolvimento severo da doença. Os tratamentos variam de acordo com a cultura em questão e o estágio de desenvolvimento, mas lembre de sempre realizar pulverizações com fungicidas específicos, registrados para a sua cultura.

Controle biológico:

É também sempre importante considerar uma abordagem integrada com medidas preventivas junto com tratamentos biológicos, quando disponíveis e possível.

O uso de tricoderma, por exemplo, tem mostrado uma boa resposta na diminuição da concentração de inóculo. Estão sendo utilizadas formulações de espécies de tricoderma aplicadas aos solos para reduzir a população do fungo Sclerotinia e impedir o desenvolvimento da doença.

Para isso é importante que o controle biológico inicie muito antes dos primeiros sinais de doença.

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