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Antracnose

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Doença: O termo antracnose é mais um sintoma (como murcha, manchas, podridão) do que uma doença em sí, mas em plantas, é comumente um ferimento com escurecimento/necrose (morte, gangrena) do tecido afetado que vai aumentando com o tempo é chamado de antracnose.

Antracnose

Antracnose, O que é?

Existem inúmeros fungos que causam a antracnose, mas em 89% dos casos, ela é provocada pelo Colletotrichum gloeosporioides, fungo cosmopolita (infecta inúmeras culturas) e em todas as fases do vegetal: da semente antes de germinar, plântulas germinando (damping off), crescendo, folhas maduras e velhas, flores e frutos (se tiver) em condições de alta umidade, ferimentos e temperaturas mais elevadas (verão, sendo que existe uma versão de sintoma similar para temperaturas mais amenas do Gloeosporium spp.

Fungo Deuteromiceto ou Imperfeito, na classificação antiga, possuem estrutura de reprodução esporos (última foto acima) assexuada (brotação com mesmo material genético que o originou, sem introdução de material genético novo) que crescem em acérvulo (bolsas para produção de esporos – 1ª foto acima) e o Colletotrichum gloesporioides possuem na abertura, setas mais escuras (3ª. foto) neste.

Como ocorrem?

Em condições ambientais favoráveis (calor e temperaturas altas) os esporos (estrutura de fungo análoga à sementes), transportadas de áreas contaminadas por respingos de água ou fricção direta, ou em alguns casos, pelo ar (embora sejam esporos mais pesados) se instalam em tecido mais tenro ou ferimentos emitindo micélio, infectando a planta em vários estágios do hospedeiro.

O que causa?

De má formação ou não geminação da semente, podem causar damping off (tombamento de mudas recém geminadas), manchas foliares ou mesmo podridão de folhas, flores e frutos, é uma das doenças mais importantes nos vários segmentos (HFF – Horti Flores e Frutas), sobretudo de alimentos que são consumidos frescos no país, que é tropical.

Como manejar?

A pesquisa científica tem investido muito no desenvolvimento de princípios ativos para seu controle, mas em muitas epidemias vistas desse tipo de patógeno tem sido o uso indiscriminado de fungicidas sistêmicos e a possibilidade de escape dos esporos.

Esporos são análogos à sementes seja por ser estrutura de disseminação do material genético do fungo, mas também por não ter necessariamente contato com o ambiente exterior. Não que estes tenham vida longa, mas são protegidos para ação de produtos, se não há contato direto sobre estes.

Pois bem. A fase mais vulnerável do fungo que causa parasitismo em plantas é quando este está parasitando a praga, quando posso aplicar um produto sistêmico (que circula nos vasos condutores de água e minerais da planta) matando de dentro para fora, mas este não atinge esporos… nem os que estão dentro dos acérvulos, sendo formados e nem os que estão sob o tecido morto (inevitavelmente existente no caso de antracnose), não irrigado com vasos condutores de seiva. Passando o período de ação do produto e, tendo condições ambientais favoráveis, estes esporos germinam, praticamente ao mesmo tempo, infectando novos tecidos de forma que até parece mais agressivo que não ter aplicado o produto.

Os produtos sistêmicos fazem efeito sim, mas o principal ponto de manejo seria a aplicação de um esporicida específico entre 5 a 7 dias (quando o primeiro produto começaria a diminuir sua eficiência e os esporos produzidos estariam sendo liberados) ou, na falta deste, um fungicida de largo espectro de contato, com ação sobre este fungo.

Pela política da Rijk Zwaan Brasil, não faremos referência a produtos químicos em função de registro e informações técnicas de cada fabricante, bem como de registro que devem ser consultadas junto ao Engenheiro Agrônomo de confiança e disponibilidade de produtos em cada região produtora.

 

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