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Controle de Trips em alfaces

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Trips, O que é?

Insetos da Ordem dos Thysanopteros (que possuem asas franjadas), além de perda de produção pela depreciação, são responsáveis pela transmissão de vírus em alface (e outras plantas de mesma família botânica, como chicória, almeirão, escarolas, bem como plantas daninhas das asteráceaes, como o picão branco/preto; serralha e outros)

Como ocorrem?

Existem, na Natureza, mais de 6000 espécies de trips no Mundo, apenas 10% (cerca de 600 ) são pragas de plantas. Dentre estes, eles se dividem em 2 grupos: trips tropicais e trips de clima temperado.

Esses existem no Mundo e, no Brasil, são descritos em torno de 4 gêneros de trips de clima temperado e cerca de 12 de clima tropical. Irônicamente, são mais eficientes na transmissão de viroses (principalmente as fases jovens), esses trips tropicais, ou do grupo do gênero Frankliniella spp.

O que causa?

Seu dano pode tanto ser direto, na picada (que, pelo seu aparelho bucal, erroneamente chamado de sugador, já que ele estoura a célula para se alimentar, muitas vezes cicatrizando e dando o aspecto de prateado/ou cortiça em muitos tecidos).

Ou na transmissão de tospoviroses (cada uma específica para uma espécie/família botânica, como o vírus do vira cabeça do alface; vírus do vira cabeça do tomateiro; vírus Impatiens Necrotic Stunt Vírus, e assim por diantes) no caso acima, com deformação/nanismo da estrutura formada após a inoculação do vírus na folhas, pelo inseto.

Como manejar?

Controle cultural: Monitoramento da população da praga por meio de iscas; construção de barreiras (como uma saia ao redor de estufas com mais de 1,20 cm de altura), para evitar a entrada de insetos de fora; eliminação de plantas daninhas nos arredores da área de produção, sobretudo da mesma família botânica da alface, para evitar foco do vira cabeça;
Controle químico: existem inseticidas específicos e recomendados para a cultura, contra a praga, devendo ser feita sua identificação e controle com o princípio ativo correto/recomendado;
Controle biológico: Produtos de origem biológica (como a Beuaveria bassiana ou Metharhizium anisopliae) ou de extratos naturais (óleo de Neem, entre outros) podem ser empregados para o controle e manutenção da população da praga; o plantio de plantas que atraiam o predador da praga, como percevejos do gênero Orius é interessante, já que estes não são comercializados atualmente.

Alguns erros de produtores, que devem ser levados em consideração, a título de controle:

  • A maioria dos inseticidas de última geração (será?) não são recomendados para os nossos trips (no caso, o trips tropical e pertencentes ao grupo das Frankliniellas) e sim para os de clima temperado, como os neonicotinóides e produtores, por não ter o hábito de identificar a praga, alterna vários inseticidas e nem sempre com ação sobre a praga alvo;
  • Produtores mais antigos devem saber de um inseticida antigo, chamado Dicarzol, do qual a recomendação era o uso dele (dosagem recomendada) com açúcar? Pois é, apesar de ser uma ‘regra’ da maioria dos insetos, se alimentarem de formas orgânicas simples, como açúcares e aminoácidos, portanto, são atrativos destes. A pulverização excessiva, sobretudo sem um inseticida associado pode, ao invés de benéfico para a cultura, ter efeito duvidoso, sobretudo nas mudas;
  • Ainda sobre o hábito dessa praga, apesar da maior parte da vida dela ocorrer na parte aérea da planta, existe uma que ocorre na superfície do solo: a de pupa que, mesmo que ela não se alimente, é uma fase anterior à fase adulta (que vai disseminar o vírus à distâncias maiores) e o produtor de uma forma geral, negligencia essa condição e quase nunca faz o controle no solo, perpetuando a praga na produção.

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