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Guia Completo do Míldio em Alfaces

Míldio em Alfaces

O míldio é uma das doenças mais importantes em alfaces. É causada pelo fungo Bremia lactucae e pode ocorrer em todo o Brasil, mas é visto principalmente em regiões frias e úmidas.

Essa patologia pode causar grandes perdas sob condições favoráveis ao seu desenvolvimento, por isso é fundamental entender como a doença se desenvolve e como deve ser manejada.

Por isso desenvolvemos o Guia Completo do Míldio em Alfaces. Continue lendo para saber mais.

Míldio em Alfaces

O que é Míldio?

É uma doença causada pelo fungo Bremia lactucae que causa, principalmente, manchas nas folhas.

Hoje, é comum que essa patologia seja confundida com o Oídio, outra doença fúngica.

Como muitas vezes há um diagnóstico errôneo, o controle e manejo sugerido não é o mais efetivo. Por isso, é importante sempre contar a ajuda de um especialista para identificar as doenças presentes na produção.

Como a doença ocorre?

Míldio do grupo dos Oomicetos ocorre em condições de alta umidade (acima de 80% e muitas vezes até com a presença de filme de água sobre as folhas) e em temperaturas mais amenas (próximas do ideal para alfaces).

Esse tipo de patologia específica em alfaces (Lactuca sativa) pode infectar a planta desde o aparecimento das primeiras folhas ainda na fase de formação de mudas, quando há o abafamento das bandejas e aumento da umidade entre as plantas.

Em um primeiro momento, ligeiras pontuações ficam em evidência, sinal de que a infecção começa de fora para dentro da planta.

Depois, vê-se um amarelecimento com halo encharcado ao redor, devido ao extravasamento interno do líquido das células. O amarelecimento e encharcamento (quando a infecção é sistêmica – de dentro dos vasos condutores de seiva) também pode ser visto entre as nervuras.

Em um estágio mais avançado, geralmente forma-se uma massa de mofo (micélio) esbranquiçado sobre as nervuras, que formam esporos e geram um novo ciclo infeccioso.

O míldio pode ser disseminado por mudas, respingos de água ou substratos contaminados e, em curtas distâncias, pelo vento, com a presença de outras plantas hospedeiras (por exemplo, plantas daninhas da mesma família da alface, como picão e serralha) contaminadas.

Vale lembrar que em cultivos protegidos, nem sempre a doença se manifesta da forma descrita nos livros. Isso acontece tanto por conta do plástico ou tela que proporciona luz difusa e uniforme tanto na face superior ou inferior das plantas, mas também em função de produtos aplicados foliarmente sobre as mesmas, incorrendo em diagnósticos errados.

Míldio em Alfaces, causas

 

Principais causas

O míldio é responsável pela perda de folhas nas mudas e atraso no ciclo de produção.

Em alfaces adultas, é comum a deformação de folhas e plantas deformadas (similar à entrada de viroses) pelo míldio mal controlado (uso de produtos não recomendados ou interessantes para o controle deste).

Míldio em Alfaces, como manejar

 

Como manejar?

Há várias maneiras de prevenir e controlar a proliferação do míldio:

  • O primeiro passo é encontrar sementes limpas e livres de patógenos. Nossas sementes de alfaces, por exemplo, são altamente resistentes ao míldio. Clique aqui para acessar nossa loja virtual e saber mais.
  • Mudas sadias, provenientes de viveiros saudáveis, também são importantes para uma produção mais sustentável.
  • O uso de espaçamento adequado e técnicas que favoreçam a circulação do ar são essenciais para diminuir a proliferação da doença, mesmo em condições de temperaturas mais amenas.
  • O diagnóstico preciso e o uso de produtos adequados a cada tipo de doença também ajudam a manter as alfaces sadias.
  • Caso as plantas já tenham sido infectadas e não há maneira de recuperação, o ideal é retirar seus restos do campo ou estufa e enterrá-los ou queimá-los, para matar qualquer esporo sobrevivente.

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