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Mofo cinzento (podridão causada por Botrytis spp)

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Botryts ssp, O que é ?

Como todo ser humano, pode ser que não tenha pegado uma gripe nos últimos invernos, mas certamente sabe o que é… no caso do Botrytis é assim…

Até causador de doenças e podridões no inverno, este é um fungo considerado ‘lixeiro’ e, via de regra, é responsável por apodrecer e limpar tecido vegetal debilitado ou morrendo do ambiente…

Problema é se este afeta tecido ‘sadio’(?) de uma planta que é nosso ‘ganha pão’…

De uma forma geral, este não seria um problema à produção, já que este somente infectaria a planta em condições de estresse da planta, porém em produção de flores ou de frutos (como produção de tomate, pepino e outras hortaliças fruto), invariavelmente há uma condição adversa para planta vegetar e ela se torna vulnerável à infecção por Botrytis, que é um fungo decompositor, com esporos em todos os ambientes que possam existir tecido vegetal (portanto, não passível de eliminar do meio ambiente, apenas manejar a doença).

Como ocorrem?

Estes ocorrem preferencialmente em temperaturas entre 17 e 22 graus (com alguma amplitude, dependente de outros fatores) e umidade relativa do ar maior que 80% (no caso, para comparação, 100% significa ar saturado e aos 80%, capaz de embaçar o óculos de quem usa), tendo, desde a infecção até a esporulação (formação da couve flor e esporos) nessas condições por 5 horas seguidas (ou seja, uma doença típica de ocorrer de um dia para o outro).

Mas o principal ponto determinante dessa infecção ocorre com o tecido vegetal eliminando bastante etileno (é um hormônio natural da planta, na forma de gás, liberada com a respiração).

E, existem 2 condições em que a planta está liberando etileno: 1) com a planta envelhecendo (naturalmente ou por desbalanço nutricional, excesso de adubo nitrogenado, por exemplo, com tecido muito sensível ou potássio, que envelhecem o tecido) ou 2) se estiver com ferimentos.

 

O que causa?

Basicamente podridões, mais comum em plantas mais velhas, podem causar damping off em sementes recém germinadas e o principal ponto é essa ser muito rápida e intensa.

Como manejar?

Como colocado lá no começo, nem sempre desejo que a planta apenas esteja em equilíbrio, principalmente se desejo flores e frutos/frutas, por exemplo.

E o termo manejo para esse problema nunca se mostrou tão verdadeiro. De uma forma geral, é necessário que, para ocorrer a doença,

1) Hospedeiro suscetível: no caso, minha planta de interesse (portanto, dentre o pilar do processo que não pode ser eliminado), mas este ‘suscetível’ pode ser melhorado se este não estiver respirando muito: sem ferimentos, equilibrado nutricionalmente e não respirando muito (se estiver respirando, se houver possibilidade de dissipar/diluir o gás etileno do ambiente, possivelmente o parasitismo não aconteça).

2) Patógeno: fungo cosmopolita e lixeiro do ambiente, improvável de ser eliminado, mas quantidade de esporos menor se este não se propagar muito, por exemplo, com medidas de limpeza, principalmente de restos de vegetais da área de produção, bem como tentar não misturar lotes novos com velhos (se possível, claro) e entrariam aqui tanto os produtos químicos (consultar o fornecedor local e um Engenheiro Agrônomo para questões legais) e também agentes de controle biológico. Assim como a lagarta que come minha couve pode ficar doente, existem outros fungos (a citar, o Clonostachys rósea) que parasitam meu Botrytis) como auxiliares no manejo do processo.

3) Ambiente favorável, que além da temperatura fora da faixa de ocorrência do fungo (abaixo de 17°C e acima de 22°C), se existir medidas de diminuir a umidade relativa do ambiente para abaixo de 80%, possivelmente não ocorreria a doença. Ainda aqui, pode se considerar o tempo como melhor aliado. Mesmo que as condições ambiente ocorram, se esta não se prolongar por 5 horas contínuas, é possível que a doença não ocorra (como a gripe que não se pega num eventual banho gelado, se todas as providencias posteriores forem boas).

Existem ainda, outras considerações e possibilidades, mas todas são pequenas medidas que ajudam no controle como um todo, sendo que esse não está assentado em um único produto ou ponto, sendo chamado justamente de manejo.

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