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Pulgão em alfaces

pulgão

O que é?

Pulgão é da família de insetos sugadores da família (Hemiptera-Homoptera), da mesma de outros sugadores como as cigarras, mosca branca e cochonilhas, estes, inserem o aparelho bucal nos vasos condutores de seiva parasitando a minha cultura, preferencialmente em folhas novas do miolo da planta afetada.

Existem cerca de 16 espécies de pulgões atacando alface e similares (escarola, serralha, almeirão, catalonha..), mas não todos encontrados no Estado de São Paulo, e mesmo numa mesma estufa geralmente de colônias de uma espécie não coexistem com outra apesar do grande dimorfirmo (diferenças morfológicas entre as fases) na população.

Por aqui (Estado de São Paulo), as espécies de pulgão mais comumente encontradas são o Myzus pesicae e o Aphis gosypii (fotos 2 e 3 acima); porém todos tem uma ótima capacidade de serem vetores de vírus (mais de um tipo, sendo mais comuns, os conhecidos como mosaicos), podendo transmitir até em culturas que normalmente não atacam, mas tem a picada de prova, como o mosaico do mamoeiro;

Como ocorrem?

Esta é uma praga que pode completar o ciclo tanto em dias ou semanas dependendo da temperatura do ambiente e da forma que estes se reproduzem (assexuadamente, por paternogênese – a fêmea gera outras fêmeas, sem fecundação ou sexuada). Com relação a este dado, uma consideração com relação a 99% das espécies de pulgões que ocorrem no Brasil (entre trópicos) é que todos os que temos são formas fêmeas (nunca machos), com reprodução por paternogênese e raramente com existência de ovos.

Mesmo assim, apresentam um comportamento remanescente dessa fase que é o vôo nupcial, que ocorre com a transformação de alguns indivíduos em formas aladas (com asas) e estes voam em direção ao céu, guiado por comprimentos de ondas, não acontece o acasalamento, mas ao retornarem novamente se guiam pelo comprimento de onda (cor da planta) a ser infectada. Razão de existirem infestações em pontos aleatórios de pulgão no perfil e também a razão de ocorrência à grandes distâncias, quando estes são levados pelas correntes de ar, de um local para outro, já que formas aladas são em menor número e não deveriam possuir energia para dispersão à longas distâncias.

O que causa?

Danos diretos, resultante da sucção de seiva e injeção de toxinas (picada de prova) da praga na planta, provocando alterações fisiológicas no seu desenvolvimento

Danos indiretos, como transmissor de viroses, os quais, o mais conhecido é o vírus do Mosaico da alface (LMV, de Lettuce Mosaic Vírus); mesmo muito tempo após a sua presença (um exemplo de virose sem o vetor é o Vírus do Mosaico do Mamoeiro, que não é infectado por pulgões mas a virose é transmitida pela picada de prova);

Como manejar?

Conhecendo esses aspectos da biologia do pulgão,

  • Existem produtos comerciais no mercado com registro e eficiência no seu controle, sobretudo inseticidas sistêmicos pela sua natureza sugadora, porém a pulverização destes deve ser feita muito antes ou muito após o retorno das formas aladas do vôo nupcial, para este também poder ser infectado;
  • Existem produtos de controle biológico que podem ter efeito e interessantes para a controle e manutenção da praga bem baixa, que passa desde produtos à base de óleo de Neem como fungos entomopatogênicos de mercado. Consultar a revenda, produtos disponíveis e observar cuidados e carências exigidas em lei para seu uso.
  • Barreiras de contenção não seguram a sua entrada, salvo esta seja total (telas anti afídeos) pelo seu vôo voltado para cima, diferente de trips (também outro vetor de viroses).Estes se guiam pela coloração (comprimento de onda sobre a luz) para definir a direção do vôo como para aterrizar, portanto, armadilhas coloridas são interessantes no monitoramento da praga;

Pelo ciclo da praga ser preferencialmente assexuada, seriam interessantes o seu controle com produtos de residual mais longo de controle (evidentemente observando carência, por ser alimento);

Existem épocas do ano com preferencial ocorrência de surtos e posteriormente a incidência de viroses decorrentes das correntes de ar e chuvas, quando devem ser monitorados e controlados com maior cautela. São Paulo e arredores, logo após as chuvas de março, antes do Dia das Mães.

Este, apesar de descrito como problema na cultura, é de manejo mais fácil que o vira cabeça da alface, causada pelo trips, porque é um inseto maior, de fácil percepção.
Para saber mais sobre outras doenças,acesse: https://loja.rijkzwaan.com.br/tag/doencas

1 comentário em “Pulgão em alfaces”

  1. Excelente iniciativa e conteúdo. Faltou apenas comentar que infestações de sugadores não raramente, esta relacionada ao desequilíbrio nutricional que deixa a planta doce atraindo os sugadores.
    Atenciosamente

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