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Thielaviopsis em alfaces (Podridão de raízes)

thielaviopsis em alfaces

O que é Thielaviopsis em alfaces?

Thielaviopsis em alfaces (Podridão de raízes) que se inicia com pequenos pontos escuros ao longo de raízes formadas (independente da espessura dela, o apodrecimento é parcial e não em sua totalidade) que vai progredindo para perda gradual de raízes e por ser gradual, muitas vezes, a planta apresenta deficiências nutricionais, amarelecimento de folhas mais velhas até o colapso, com murcha e perda da planta.

Difere um pouco de podridões causadas por Pythium/Phytophhtora; Fusarium e Rhizoctonia por não apresentar mela e murcha repentina (salvo em estruturas de mudas, que tem poucas raízes formadas e o pouco que estas perdem, podem entrar em colapso e murcha rapidamente).

Como ocorrem Podridão de raízes em alfaces?

Ocorrem de forma seletiva em algumas famílias botânicas de plantas, mas conhecida principalmente na alface e outras chichoriaceaes (atualmente, cerca de 90% da cultura hidropônica no Brasil) e algumas outras culturas, a citar: salsinha e coentro (apiáceaes) e, diferentemente de outras Brassicaes, também em rúcula (encontrada com maior frequência nessa cultura, antes descrita como secundária).

Iniciando-se como pontos de queima/pontuações escuras nas raízes, estes atingem de forma não uniforme as raízes e de disseminação ao longo da área afetada, sobretudo em condições de temperatura e umidade elevada (no caso de hidroponia, a questão da umidade é obrigatória) e podem afetar a planta em todas as fases da cultura, incluindo mudas.

 Acredita-se que na década de 1990, este entrou no país, afetando a cultura da alface, por substratos (à base de turfa importada) contaminados, tendo grande persistência em diversos materiais contaminados.

O que causa Thielaviopsis (Podridão de raízes em alfaces)?

O agente causal dos sintomas descritos acima é um fungo, que na sua forma de ocorrência preferencial em países tropicais como o nosso é o assexuado (forma anamórfica) chamado de Thielaviopsis spp (descritos em diversas culturas, tanto o T. basicola, como o T. paradoxa, causando os mesmos sintomas) nas plantas (e talvez, com gama de hospedeiros um pouco distintas).

Porém estes podem estar presentes em 2 formas:

  • Na forma exógena (formação conhecida também como Chalara), apresentam uma estrutura para emissão de esporos cilíndricos ao meio (solução do solo) podendo germinar no tecido vegetal.
  • E na forma endógena, formando estruturas pigmentadas (melanina) no final do micélio (dentro do tecido vegetal), sendo que este é mais resistente à ação de fungicidas ou danos mecânicos, sobrevivendo de forma latente nos restos de cultura/matéria orgânica.

Acima, quando apresentado o fungo, foi falado da forma assexuada desse fungo porque existe uma espécie, Thielaviopsis paradoxa (no caso, o encontrado em salsa, coentro e alguns temperos), cuja forma assexuada ocorre no verão, causando a podridão de raízes, mas a forma sexuada (teleomorfica) ocorre em condições de temperaturas mais amenas (do outono à primavera, no Brasil), como Ceratocystis paradoxa.

A estrutura de reprodução do Ceratocystis, encontrado em salsa e no inverno (novembro/19) do sul do país. *a forma perfeita (sexuada) do Thielaviopsis basicola não é descrita, mas é possível que ela também tenha um teleomorfo, que garante sua sobrevivência em condições adversas.

Como manejar Thielaviopsis em alfaces?

Colocada as várias formas de ocorrência e sobrevivência desse fungo na matéria orgânica/restos de cultura, apesar de existirem fungicidas com ação de controle e até produtos biológicos para manejo no mercado e com recomendações para a maioria das culturas.

  • A melhor maneira de prevenção deste na produção é um bom sistema de desinfecção e eliminação deste material no sistema.
  • No caso, além da limpeza e desinfecção da estrutura (lavagem mecânica) seria interessante a desinfeção, como uso de detergente e produto à base de cloro, antes do uso de nova formulação para um novo ciclo.
  • A desinfecção térmica e recolonização de substrato para produção de mudas seria interessante, sendo que o Bacillus subtilis (inúmeros produtos comerciais, em dosagens recomendadas pelo fabricante) são interessantes para evitar o problema antes da existência de raízes para infecção;
  • A rega de mudas no berçário com esses produtos podem ser interessantes, sobretudo em áreas conhecidamente existentes do problema na produção e fungicidas específicos, como os benzimidazóis (tiofanato metílico) podem ser interessantes na solução, no caso de instalação deste na produção (consultar doses e produtos com a revenda local).

Você pode ler mais sobre essa doença no site da Embrapa

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